Organizações como ambientes responsivos
A minha formação é em pesquisa sobre «Ambientes Responsivos» — espaços que reagem e se adaptam às pessoas que os habitam. Na minha pesquisa de doutoramento na TU/e, explorei como a inteligência ambiental poderia criar sistemas que «ouvem» o comportamento do utilizador e adaptam a sua resposta em tempo real. Hoje, aplico essa mesma lógica às organizações.
A Organização como Organismo
Uma instituição cultural não deve ser um monólito estático. Deve ser um sistema responsivo. Para sobreviver num mundo volátil, uma organização precisa:
Sensores (entrada): ciclos de feedback ativos do público, dos criadores e das partes interessadas. Não apenas uma pesquisa anual, mas deteção de sinais em tempo real.
Capacidade de processamento (governança): Um conselho e uma equipa de gestão capazes de interpretar esses sinais sem atrasos burocráticos.
Atuadores (saída): Modelos flexíveis de programação e orçamentação que permitem à organização se adaptar.
De planos diretores a protocolos
A estratégia tradicional baseia-se em «Planos Diretores» de 5 anos. Mas, na era digital, 5 anos são uma eternidade. Estamos a caminhar para «Protocolos Responsivos». Não tentamos prever o futuro; projetamos a capacidade de lidar com qualquer futuro que venha.
Seja uma pandemia, um corte orçamental ou uma mudança demográfica, a «Organização Responsiva» trata a mudança não como uma ameaça, mas como um fluxo de dados de entrada a ser processado.
