Por que um arquiteto de sistemas culturais projeta experiências para os hóspedes.
Projetando o software de uma estadia patrimonial. Na minha prática como arquiteto de sistemas, costumo falar de «Ambientes Responsivos» — espaços que se adaptam aos comportamentos humanos dentro deles. Em nenhum lugar isso é mais tangível do que no ato da hospitalidade.
Para mim, Casa da Barroca (2017) e Casa do Carmo (2026) não são meramente ativos ou alojamentos; são experiências cuidadosamente selecionadas da minha cidade natal. Representam um diálogo entre o hardware da história e o software da vida moderna.
O hardware: herança
O «hardware» é a alma imutável de Lisboa. É a construção em gaiola pombalina do século XVIII, a pedra Lioz, os ângulos íngremes dos sótãos da Baixa. Não editamos isto; honramos isto. Retiramos as camadas para revelar a estrutura honesta da cidade.
O software: Experiência
O «software» é a intervenção do design. É a estética minimalista que o meu marido Rick e eu criámos para as nossas vidas privadas — um espaço concebido não para o turismo genérico, mas para um conforto profundo e clareza estética. É a orquestração da luz, o fluxo do movimento e a qualidade tátil dos materiais.
O privilégio de partilhar
Em última análise, a hospitalidade é um ato de vulnerabilidade. Não estamos a oferecer um quarto de hotel; estamos a abrir as portas das nossas próprias casas. Esses espaços são o resultado das nossas próprias escolhas de design, moldadas pelo nosso gosto pessoal e pela forma como desejamos viver.
Partilhá-las é um privilégio. Permite-nos oferecer aos hóspedes uma perspetiva diferente de Lisboa — não apenas como destino turístico, mas através do ângulo do «Design e Património». É um convite para habitar a cidade tal como eu a conheço: um lugar onde o peso da história se encontra com a leveza do design moderno.
Experimente os espaços
Convidamo-lo a entrar nestes ambientes urbanos e a conhecer Lisboa através desta perspetiva selecionada.
